Financiamento de “fake news” pelo governo federal escancara os perigos da publicidade programática

O maior mérito do Sleeping Giants brasileiro talvez não seja fazer com que grandes empresas retirem seus anúncios de sites picaretas, mas sim o efeito educador que ele pode ter na população dos perigos da publicidade programática, modelo que tomou a internet nos últimos anos e redefiniu o cenário da publicidade em diferentes medidas.

A iniciativa surgida no Twitter já fez com que gigantes corporativas e órgãos estatais removessem suas peças — e, por tabela, deixassem de financiar — um notório site de propagação de notícias falsas do qual não vale a pena citar o nome. Causa e efeito, tudo dentro do esperado. Exceto em um dos casos, o do Banco do Brasil, que foi parar na Justiça.

Uma breve recapitulação dos eventos. Um dos filhos do presidente, o que é vereador no Rio de Janeiro, sabe-se lá por qual motivo faz um freela na comunicação do governo federal. No Twitter, ele criticou a atitude do BB de remover anúncios do site de notícias falsas após a cutucada do Sleeping Giants. Em resposta, a direção do banco voltou atrás. Aí entrou em cena o Tribunal de Contas da União, que determinou que o banco suspendesse a veiculação de anúncios em sites e blogs suspeitos de trabalharem com notícias falsas e, para viabilizar a execução da ordem, estipulou como critério que somente veículos de imprensa concessionários ou que existam há mais de dez anos podem continuar veiculando anúncios do BB.

O critério é controverso, mas não é o tema aqui. Interessa-nos mais observar a situação de outro ângulo. Segundo estimativas das agências de propaganda que trabalham para o Banco do Brasil, o banco teve que bloquear seus anúncios em 1,2 milhão de sites, blogs e aplicativos.

Um milhão e duzentos mil sites e aplicativos. Faça um exercício mental simples, tente listar os sites e apps que você costuma usar no dia a dia. É difícil chegar às dezenas. Mesmo para uma agência grande, com muitos funcionários, é impensável gerenciar tantos espaços simultaneamente — e isso apenas para um cliente. Como o Banco do Brasil consegue?

É aí que entra a publicidade programática. Não é como se alguém do BB ou dessas agências tivesse listado e fechado acordos com cada um desses mais de um milhão de propriedades. Em algum momento dos últimos 20 anos, houve uma mudança cataclísmica na publicidade online que descolou anunciantes dos locais onde seus anúncios são veiculados, graças a um aparato de vigilância que barateou custos e aumentou a eficiência à custa de erodir a privacidade de todos nós.

Talvez seja mais fácil explicar com uma analogia.

Fonte: “https://www.terra.com.br/noticias/tecnologia/

Assine nosso Newsletter

Preencha o email acima e assine nosso newsletter para ficar por dentro das novidades.

Sobre nós

Uma empresa totalmente digital, preparada para trazer resultados, nossa missão é ajudar a sua empresa a construir uma identidade visual e expandir o alcance da sua marca.Assim a AW3S está junto com você em todas as fases construindo um novo cenário.

Serviços

© 2020 Todos os direitos reservados

Feito com por aw3s